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Curso Aprendendo a Empreender em Grupos
3ª Teleconferência

Sinopse  - Conceitos e Competências para Empreender

Recentemente, a Confederação Nacional da Indústria, através do Instituto Euvaldo Lodi, lançou o programa "A universidade formando empreendedores"(1) em que estiveram representantes do empreendedorismo  dos Estados Unidos, Canadá e Itália. Pelos depoimentos destes convidados, podemos perceber claramente que estes países estão bem avançados do que o Brasil no debate e na ação em prol do empreendedorismo, mesmo porque há  décadas eles vêm implementando políticas neste sentido. De uma forma geral, podemos dizer que a preocupação deles está em aperfeiçoar estruturas,  ambientes e mecanismos que beneficiem as pequenas empresas através de  políticas fiscais, mecanismo de acesso às pesquisas tecnológicas, criação de capital  de risco e educação.

No Brasil, o movimento em favor do empreendedorismo é muito recente e as políticas para o seu desenvolvimento são  inexistentes ou descontínuas. Portanto,  o debate ainda é incipiente e voltado, principalmente, aos aspectos culturais. Ou seja, estamos acordando para o tema e nossa preocupação ainda é promover o "espírito empreendedor"  em que  o foco está em criar uma cultura empresarial empreendedora, alertando os potenciais empreendedores pra a necessidade básica de formar  competências (valores, habilidades e aptidões)  básicas, tais como os objetivos anunciados pelo Projeto E(2):

  • Desenvolver habilidades: habilidades pessoais (trabalho em equipe; administração do tempo); habilidades gerais (fatores geradores de riqueza, conceitos e competências empreendedoras; estruturas para a ação; conformação social; recursos e fontes; alavancagem); habilidades de gestão: (detecção de oportunidades e vazios econômicos; produtividade e qualidade; gestão estratégica e critério restritivo de prioridades; sistemas de informações; gestão por projetos; gestão baseada em processos; plano de negócios; viabilidade econômica; riscos, rentabilidade e liquidez);

  • Aflorar aptidões (iniciativa, autoconfiança e ousadia, persistência; independência; autoconfiança; visão estratégica; visão sistêmica; gosto pelo risco; senso de oportunidade; eficácia; praticidade; assertividade; espírito inovador e criativo; liderança; persuasão e prazer de vender idéias; gostar de pessoas e de contatos; arte de negociar);

  • Educar a curiosidade (tornar o conhecimento significativo; criar teasers capazes de despertar a curiosidade; estabelecer ambiente propício ao uso da curiosidade latente);

  • Rever valores (ética nos negócios, responsabilidade social e compromisso com o ecossistema).

Não se pode absolutamente menosprezar estes objetivos, diante da nossa realidade de altas taxas de mortalidade infantil das empresas e do perfil dos nossos empreendedores(3). Mesmo que tivéssemos todos os recursos e facilidades, não teríamos garantia de sucesso, pois de fato nos falta o básico: uma forte cultura empreendedora porque nossa educação não nos prepara para isto. Tanto é que Plano de Negócios por aqui é uma novidade até para aqueles que estudaram nas melhores escolas de economia e administração.

Mas, certamente, além destes desafios não pequenos colocados principalmente para o sistema educacional brasileiro, formal e informal, o movimento pelo empreendedorismo no País deve empenhar-se firmemente em avançar na formulação de políticas abrangentes e específicas que criem condições objetivas e significativas para o desenvolvimento de novos empreendimentos para que estes possam constituir-se de fato em soluções (de curto, médio e longo prazo) para o desemprego estrutural e para a baixa capacidade de competitividade da economia brasileira frente à globalização dos mercados.

Leia o artigo do conferencista:
"
O ensino de empreendedorismo no Brasil: uma metodologia revolucionária.

(1) Veja as páginas do site do IEL:
http://www.iel.cni.org.br/programa/empreend/discur4.htm
http://www.iel.cni.org.br/programa/empreend/discur5.htm
http://www.iel.cni.org.br/programa/empreend/discur7.htm

(2) Veja o documento de apresentação do Projeto E:
http://www.projetoe.org.br/missao/

(3) O livro " O segredo de Luísa - uma idéia, uma paixão e um plano de negócios: como nasce o empreendedor e se cria uma empresa" contém muitas e atualizadas informações sobre os índices de mortalidade das empresas brasileiras e sobre o perfil do empreendedor brasileiro. E o principal desta obra: aponta um caminho para a superação desta realidade. Ver ficha técnica e resenha do livro em:
http://www.projetoe.org.br/vteams/teles/tele_01/bibliografia_03.html


Roteiro da Entrevista com Fernando Dolabela

Parte 1: O livro

1 - No livro de sua autoria " O Segredo de Luísa" , você adotou uma narração na forma de romance. Por que escolheu este estilo?

2 - A personagem principal é uma jovem mulher. Por que o foco na mulher? Por que o foco no jovem?

3 - Ainda sobre o livro: o negócio escolhido por Luísa é a goiabada cascão. Estamos na era da inovação e dos serviços. Como estes dois fatores podem ser associados a uma mercadoria tangível e tão convencional como a goiabada cascão?

Parte 2: O papel da formação e a metodologia de ensino

4 - Você é um dos pioneiros do ensino de empreendedorismo no Brasil. O que o levou a esta escolha profissional numa época em que, no Brasil, o empreendedorismo estava marginalizado da educação tradicional?

5 - O que significa, pelo lado do professor, "ensinar a empreender" e, pelo lado do aluno, "aprender a empreender"?

6 - Que conteúdos ou disciplinas devem compor um curso de empreendedorismo?

7 - Fazer um curso nesta área garante que a pessoa se torne um empreendedor?

Parte 3: Conceitos e competências para empreender

8 - E o que é ser um empreendedor? Qual a principal característica do empreendedor?

9 - Quais as diferenças entre o empreendedor e o empresário?

10 - Quais as diferenças entre o empreendedor e o gerente?

11- Existem empreendedores com menor ou maior grau de sucesso. O que as pesquisas mostram ser as principais razões de sucesso dos empreendedores?

12 - Você fala em seu livro que o empreendedor trabalha sózinho, mas em vários momentos chama a atenção para a importâncias das influências e das relações para o empreendedor. Não há uma contradição nisto já que o conceito de trabalhar sózinho pode remeter à ideia de isolamento?

13- Que tipos de relacionamentos deve cultivar o empreendedor?

14 - No seu livro, você afirma que todo empreendedor iniciante deve ter um "padrinho"? O que é o "padrinho" e como ele pode ajudar o jovem empreendedor?

Parte 4: As condições objetivas para empreender no Brasil e o papel social do empreendedorismo

15 - Estamos em franca globalização dos mercados. A globalização cria ou destrói oportunidades para o empreendedor brasileiro?

16 - Temos aprendido muito aqui neste programa, com as aulas do professor César Simões Salim sobre o Plano de Negócios. Ele tem insistido que não bastam as boas idéias. É preciso conhecer bem o mercado e explorar as oportunidades de "nichos de mercado". Você poderia nos dar alguns exemplos de bons "nichos de mercado" que podem ser explorados pelos empreendedores brasileiros?

17 - Além das condições que já falamos aqui para o sucesso do empreendedor que podem ser resumidas em atitudes pessoais e oportunidades de mercado, existem algumas questões chaves para o desenvolvimento do empreendedorismo nas quais os empreendedores brasileiros encontram sérias dificuldades: acesso à informação científica e tecnológica e acesso ao capital. Como podemos superar estes entraves para o empreendedorismo?

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