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Riscos, Rentabilidade e Liquidez
Roberto José
Martins Lima
RISCO DOS NEGÓCIOS
Quando usamos o termo
"risco" para os negócios nos referimos ao fato que as
previsões efetuadas para o empreendimento podem não ocorrer
como planejadas. Portanto risco está relacionado com o futuro e
com o fato de haverem expectativas sobre o futuro.
Não existe
risco com relação a fatos passados. Com relação
a fatos passados pode haver conhecimento ou desconhecimento. No entanto
não existe o "risco" de virem a ser diferentes na medida
em que já ocorreram.
Da mesma forma não
podemos falar de maior ou menor conhecimento sobre o futuro. O futuro
é antes de tudo incerto. Portanto qualquer inferência que
fazemos quanto ao futuro é mera suposição com relação
a algo que desconhecemos. Decisões empresariais são tomadas
com relação ao futuro. Carregam portanto alta dose de incerteza
quanto aos seus resultados. Voltaremos a isso abaixo.
Na medida em que
se refere a diferenças quanto ao planejado, o termo risco, estrito
senso, deveria ser aplicado a variações tanto favoráveis
quanto desfavoráveis. Na prática, o termo risco é
mais usado para denotar variações desfavoráveis.
Assim normalmente falamos, do risco das vendas não alcançarem
as metas, do risco dos investimentos serem maiores que os planejados,
do risco de os consumidores não aceitarem o novo"design"
do produto e assim por diante.
Ao elaborarmos o
Plano de Negócios de nosso empreendimento temos uma primeira oportunidade
de reduzir o risco de resultados desfavoráveis. Como podemos fazer
isto?
Identifico cinco
fatores importantes a serem observados.
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Dedicar tempo ao cenário. O nosso empreendimento
se realizará no futuro e dependerá antes de tudo do
comportamento de terceiros, clientes, fornecedores, concorrentes,
provedores de serviços,etc.... Nas décadas de 70 e 80
muitos empreendimentos foram montados no Brasil com a lógica
de copiar produtos disponíveis no exterior e fabricá-los
localmente. Pouca atenção era dada à qualidade
e aos custos. Com a liberação de importações
na década de 90 muitas empresas perderam totalmente sua razão
de existir. Portanto como será o mercado em que iremos operar?
-
Identificar fatores de risco. Aqui básicamente
devemos perguntar, porque não dará certo? Através
de um exercício bem conduzido é possível identificar
os principais fatores que podem inviabilizar o negócio. Medidas
alternativas devem ser planejadas para a emergência destes fatores
de risco. Principalmente, esses fatores de risco devem ser assinalados
e contínuamente monitorados. Quanto antes venha a ser identificada
a sua emergência maior a chance de ser superado.
-
Aferir cuidadosamente nossa capacidade
de executar os compromissos. Neste caso estamos tratando de um aspecto
interno. Teóricamente sob o nosso contrôle. Portanto
é importante que o empreendimento não venha a falhar
por fatores que temos em mãos. Temos os recursos necessários?
Seremos capazes de desenvolver os produtos no prazo que estamos propondo?
Temos conhecimento para acessar o mercado? A idéia é
portanto fazermos rigorosa verificação dos fatores internos
necessários ao projeto, recursos materiais e capacitações
pessoais e organizacionais.
-
Criar referências/eventos que permitam
aferir a evolução. O desenvolvimento
de novos empreedimentos têm no aspecto risco empresarial um
comportamento peculiar. À medida que avança a sua implementação
o risco diminui. Isto decorre do fato que as diversas previsões,
de custos, prazos, comportamento de mercado, etc...., vão se
materializando. Portanto podemos dizer que o risco é máximo
quando pràticamente nenhum recurso foi aplicado e mínimo
após a totalidade das aplicações.Sendo isto verdade
uma boa forma de reduzir os riscos de perdas é estipular reavaliações
periódicas durante sua implementação, que devem
ser tão mais rigorosas quanto mais no início estiverem
os gastos e, não o contrário como usualmente é
feito. Uma boa auditoria pós fato trará pouco benefício.Os
cuidados com o contrôle só devem se esgotar quando o
projeto estiver em pleno funcionamento e incluem não só
o monitoramento dos gastos e da execução física
mas compreendem também o acompanhamento das premissas de mercado
e da contratação dos financiamentos conforme planejados.
Por último
temos de ter em mente que a percepção do risco de insucesso
não pode funcionar como algo que paralize as iniciativas e os novos
empreendimentos. Não, pelo contrário, tem de ser visto como
algo importante para que se consiga efetivamente alcançar os objetivos
traçados. Ignorar os riscos não vai aumentar a chance que
o empreendimento venha a ser feito.
Voltemos então
nossa atenção às questões financeiras relativas
ao empreendimento. Conforme coloquei anteriormente estas questões
estão centradas no trinômio; rentabilidade-financiamento-liquidez.

INTRODUÇÃO:VISÃO GERAL
DA QUESTÃO
RISCO DOS NEGÓCIOS
A AVALIAÇÃO DA LUCRATIVIDADE
A medida do lucro
Análise do ponto
de equilíbrio
FINANCIAMENTO, IMPACTO NO LUCRO E NA SOBREVIVÊNCIA
LIQUIDEZ : O AMORTIZADOR
ORGANIZANDO PARA A SOBREVIVÊNCIA DO EMPREENDIMENTO
CONCLUSÕES
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