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12.
PLANEJAMENTO
E
GESTÃO:
DIMINUINDO
RISCOS
DO
EMPREENDEDOR
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Como
é
que a
gente
pode controlar
os riscos
de
um novo
empreendimento?
César
Simões
Salim:
É
planejá-lo
bem. A
primeira
questão
que tem
que constar
deste
planejamento
é
a definição
do que
a empresa
vai fazer,
o foco
muito
claro
da empresa,
é
saber
exatamente
qual é
o negócio
não
só
o empreendedor,
mas todos
os sócios
e todas
as pessoas
que trabalham
na empresa.
A segunda
questão
é
que é
preciso
fazer
alguma
coisa
para algum
mercado
consumir.
É
preciso
conhecer
este mercado,
levantar
este mercado.
Muitas
vezes
os empreendedores,
sobretudo
lá
na PUC
onde a
gente
trabalha
com jovens
empreendedores,
recém
formados,
não
têm
dinheiro
para fazer
um levantamento
de alto
nível
do mercado.
Mas, ele
pode fazer,
muitas
vezes,
levantamentos
que custam
muito
pouco.
E até
mesmo
temos
uma empresa
que também
está
incubada
na PUC
fazendo
levantamento
e análise
de mercado.
A Internet
é
uma fonte
inesgotável
de informações
nesta
área.
A outra
questão
é
a dos
investimentos.
É
preciso
levantar
quais
os investimentos
que vai
precisar
fazer
para levantar
o negócio.
E aí
ter um
certo
pessimismo
quanto
às
vendas
no início
, para
poder
ter reservas
suficientes
capaz
de agüentar
sobretudo
os chamados
"custos
afundados",
ou seja,
aquele
dinheiro
que você
gasta
todo mês
e que
só
recupera
se o negócio
der certo.
Se o empreendimento
der errado,
aquele
dinheiro
está
literalmente
perdido.
Paulo
Blaser:
Efetivamente
os investimentos
têm
que ser
muito
bem dimensionados.
Isto vale
tanto
para o
empreendedor
quanto
para a
empresa,
de qualquer
tamanho.
Um dos
grandes
problemas
no dimensionamento
dos investimentos
é
a subavaliação.
A empresa
espera
investir
mas quando
vai fazer
o detalhamento
isto pode
virar
150 ou
200. Isto
pode comprometer
não
só
rentabilidade,
como tempo
de retorno
e o esforço
empreendido.
Isto vale
para empresas
de qualquer
padrão.
Quando
se fala
em comprar
um micro,
o investimento
não
é
só
o micro,
é
o micro
inserido
na rede,
com mais
software,
com mais
treinamento,
com mais
operação.
César
Simões
Salim:
Planejamento
de empresa
jovem,
que está
se iniciando
agora,
a peça
fundamental
o plano
de negócios.
Ele começa
justamente
por definir
o negócio,
depois
vem a
analise
de mercado,
e finalmente,
entra
na organização,
na estrutura
da empresa.
E aí
começa
o outro
ciclo
da questão
que é
a operação.
O
que você
de vê
mais errado
nos projetos
de pequenas
e médias
empresas
que passam
nas suas
mãos?
Paulo
Blaser:
Um dos
aspectos,
aquele
que já
foi colocado
aqui,
é
do dimensionamento
correto
do investimento.
O empreendedor
precisa
configurar
o projeto
de acordo
com o
tamanho
do mercado
que quer
atingir.
Se o mercado
for muito
grande
ele precisa
formatar
um modulo
inicial
que vai
sendo
expandido
. Se esse
módulo
inicial
não
for bem
configurado,
ele pode
exigir
recursos
maiores
do que
os disponíveis.
A partir
da análise
do módulo
inicial
de investimento,
é
que a
pessoa
vai ver
quanto
isto exige
de recursos
e daí
se ele
tem estes
recursos
ou não
para implementar.
E o empreendedor
tem que
levar
em conta
que precisa
de dinheiro
para montar
o negócio
e dinheiro
para viver.
Ele tem
que ter
reservas.
Uma empresa
é
um objetivo
de investimento
de longo
prazo.
O segredo
é
um projeto
bem feito
com plano
de negócios,
o segundo
segredo
é
estar
capitalizado
ou tomar
recursos
de longo
prazo
para investimentos
de longo
prazo.
É
difícil
aprovar
um plano
de negócios?
Qual é
maior
dificuldade?
Paulo
Blaser:
É
difícil.
O foco
de um
financiador
é
risco
e rentabilidade.
O cliente
pode ter
um histórico
comercial
interessante,
ter bens,
estar
com uma
boa empresa,
mas o
foco de
um banco
é
curto
prazo
e alta
taxa.
Quanto
mais puder
cobrar
na taxa
de juros,
maior
é
o interesse
do banco.
Existe
um limite,
que é
o limite
da segurança,
onde entra
a componente
risco.
A tendência
de um
banco
é
oferecer
recursos
caros
e de curto
prazo
e o empreendedor
precisa
exatamente
do contrário.
Mas
ele vier
com belíssimo
plano,
não
interessa
mais ao
investidor?
César
Simões
Salim:
O plano
de negócio
é
a peça
básica.
Sem o
plano
de negócios,
não
tem chance
do capitalista
de risco
receber
a empresa.
A cada
dez planos
de negócios
recebidos
por um
capitalista
de risco,
em nove
ele não
passa
do sumário
executivo.
Se o sumário
executivo
não
convence,
ele nem
continua...
Quais
são
os principais
fatores
de risco?
Paulo
Blaser:
Existem
vários
tipos
de riscos.
Um primeiro
é
o dimensionamento
adequado
do investimento,
o segundo
é
o produto
. O outro
aspecto
é
a tecnologia
de produção,
ele tem
que prover
o produto
definido
a custos
competitivos.
E, por
último,
a gestão
profissional.
A empresa
tem que
ter uma
gestão
que lhe
permita
assegurar
recursos
para reinvestir
ou pagar
os eventuais
financiadores
ou, se
o capital
for próprio,
o custo
de oportunidade.
O empreendedor
pode deixar
o dinheiro
na poupança,
aplicar
num título
financeiro
fazer
o empreendimento.
O que
define
o empreendedor
é
que ele
vai assumir
riscos
baseado
no quanto
ele ganharia
no mercado
financeiro.
César
Simões
Salim:
A gente
faz análise
de risco
para descobrir
nossos
pontos
vulneráveis.
Para tomar
as medidas
para evitar
o risco:
medidas
de integração,
de planejamento,
de controle,
enfim,
várias
linhas
de medidas.
A gente
as vezes
pensa
fulano
fez uma
empresa
e deu
certo
eu vou
fazer
também.
Mas muitas
vezes
estas
empresas
tem baixa
de barreira
de entrada,
ou seja,
muita
gente
saber
fazer,
é
o caso
de uma
padaria.
Agora,
fazer
um software
super
especializado
para pesquisa
de petróleo,
aí
pouca
gente
sabe fazer.
Você
precisa
de muita
tecnologia.
Um outro
exemplo,
é
construir
uma linha
de dsitribuição
de produtos
cosméticos,
isto leva
anos para
construir.
São
negócios
com alta
barreira
de entrada.
É
preciso
também
organizar
a empresa
que está
nascendo?
César
Simões
Salim:
A gente
tem uma
tendência
de, mesmo
depois
de fazer
o plano
de negócios,
na hora
de colocar
a empresa
no ar,
sair no
improviso.
É
organização
da empresa.
Organizar
a empresa
descobrindo
os processos
da empresa.
Os processos
fundamentais
de uma
empresa
precisam
ser descritos,
trabalhados
, estruturados.
Dentro
de cada
processo,
devem
ter os
indicadores.
Estes
indicadores
é
que nos
vão
dizer
se a empresa
está
indo bem
ou não.
Paulo
Blaser:
Dá
trabalho
montar
uma empresa,
mas o
empreendedor
tem que
saber
a hora
de entrar
e a hora
de sair.
Ele precisa
estar
atento.
Na hora
de entrar,
é
o negócio,
é
a oportunidade,
é
o capital
disponível,
é
o mercado
, é
a tecnologia.
O monitoramento
do projeto,
da empresa,
é
que vai
definir
como ela
está
rodando:
se o lucro
está
dentro
do esperado,
como está
a concorrência,
como estão
as mudanças
tecnológicas
, enfim
como o
negócio
está
evoluindo.
Os parâmetros
são
desempenho,
concorrência,
mercado,
resultado.
Se ele
está
tendo
resultados
menores,
pensar
se vai
a banco,
se busca
um sócio,
se compra
tecnologia
ou se
saí
o negócio.
E
como é
que se
desenvolve
esta capacidade
de percepção?
César
Simões
Salim:
Percepção
vai se
desenvolvendo
a medida
que se
vai trabalhando
e fazendo
seu negócio
ir pra
frente.
Mas percepção
não
é
igual
para todos.
É
como os
jogadores.
Paulo
Blaser:
O que
define
esta questão
de percepção
é
um grau
de profissionalismo
razoável
e uma
atenção.
O empreendedor
tem que
estar
atento
ao negócio
em relação
a todos
aqueles
parâmetros
que já
falei:
concorrência,
produto,
tecnologia,
resultados
financeiros.
Esta percepção,
que é
uma mistura
de intuição
com atenção,
estar
aberto
às
novas
oportunidades,
é
isto que
vai definir
a sobrevivência
e o crescimento
do negócio.
Quando
o empreendedor
está
muito
amarrado
nas concepções
iniciais
e não
está
atento
ao desenvolvimento
do negócio,
flexibilizando,
ele tende
a perecer.
Eu costumo
dizer
que o
empresário
é
um bombeiro
que está
todo o
tempo
apagando
o fogo.
Mas ele
tem que
desenvolver
o seu
lado jardineiro
porque
na verdade
é
o jardineiro
é
quem apaga
o fogo
desenvolvendo
um novo
produto,
um novo
processo,
um novo
mercado.
Se ele
não
pode estar
atento
a tudo
isto,
ele precisa
buscar
ajuda,
um novo
sócio
que traga
contribuições
em gestão,
tecnologia,
processo.
Quem mata
o incêndio
é
o jardineiro
e não
o bombeiro.
César
Simões
Salim:
O que
o Blaser
está
dizendo
é
a negação
de uma
expressão
em negócios
"fazer
negócios
como sempre
fizemos".
Hoje,
a gente
sabe que
negócios
nunca
podem
ser feitos
como sempre
fizemos.
Cada dia,
temos
que descobrir
novas
maneiras
de fazer
negócios.
Qual
é
a taxa
de sobrevivência
das empresas?
Paulo
Blaser:
Em cinco
anos,
90% das
empresas
perecem.
Este indicador
cai para
30% quando
as empresas
são
franqueadas.
Agora
isto é
uma média
das médias,
na prática
você
tem profissionais
que têm
altíssima
competência
especializada
e muita
chance
de sobreviver.
César
Simões
Salim:
Aliás,
nós
devemos
fazer
o papel
análogo
ao que
fazem
os master
franqueadores
que ensinem
aos franqueados
como é
que devem
operar
a empresa
e assistem
a esta
operação
diminuindo
a mortalidade
infantil.
O que
faz uma
incubadora?
Tem professores
para ensinar
fazer
plano
de negócios,
tem consultores
que ensina
como constituir
a empresa,
a gestão
da empresa
etc.
Paulo
Blaser:
Arriscar
é
uma questão,
fazer;
loucuras
é
outra.
Por isso
o plano
de negócio.
Com um
bom plano
de negócios
há
mais segurança.
Ninguém
toma a
decisão
sem informação.
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