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8.
DESENVOLVIMENTO CULTURAL: GERANDO
EMPREGOS E IDENTIDADE
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Francisco
Ramalho
Francisco
Ramalho, diretor e produtor de cinema,
lembra que nos anos 70, o Brasil chegou
a produzir 100 filmes por anos. Depois
houve um decréscimo em função
da perda de salas de cinema, da alteração
de gostos e hábitos dos públicos,
do empobrecimento da nação,
do confinamento na televisão,
do surgimento da TV a cabo etc. Hoje
a indústria cinematográfica
brasileira está produzindo em
torno de 30 filmes por ano e está
empregando significativamente. Estima-se
que cada filme emprega imediatamente
mais de mil pessoas. Portanto, os recursos
advindos dos incentivos fiscais, recursos
dos impostos que são aplicados
no cinema , são bem aproveitados
em termos de geração de
empregos. Também os resultados
tem sido positivos em termos de uma
produção de qualidade,
tanto é que o cinema brasileiro
- durante mais de 30 anos esteve fora
do principal festival de cinema do mundo,
o Festival de Cannes - recentemente
recebeu três indicações
em Cannes. Portanto, além de
gerar empregos, o cinema é importante
para que o país tenha uma face
cultural, importante tanto para a imagem
do país para dentro, quanto para
fora.
Tel.: (0xx11)
883-7755
Fax: (0xx11) 881-8245
Site de Hector Babenco: http://www.uol.com.br/hectorbabenco/cor_ficha.htm.
O depoimento de Francisco Ramalho na
TV é ilustrado com cenas da filmagem
de Coração Iluminado,
dirigido por Hector Babenco, cedidas
pela HB Filmes.
Jorge
Luiz dos Anjos
Jorge
Luiz dos Anjos, artista plástico
(desenhista, pintor e escultor) revela
que o artista não é mais
aquele sujeito solitário. Ele
é um profissional que tem que
fazer bem feito, atender expectativas
das pessoas, fazer pesquisas de tendências,
cuidar um pouco do marketing, acompanhar
a economia. Enfim, ele é também
um tipo de empreendedor. O artista também
depende de muitos outros profissionais
para realizar a sua obra. Portanto,
ele gera empregos. No caso da escultura,
Jorge dá exemplos dos profissionais
que participam diretamente da produção
de suas peças de grandes dimensões
: o trabalhador que corta a chapa de
ferro, outro que marca o desenho, outro
que solda as peças, outros que
fazem o acabamento lixando e jateando,
outros que são carregadores e
transportadores etc. . No momento da
exposição e comercialização,
o artista depende de muita gente que
desenvolve o projeto da exposição,
que programa, que faz o material de
divulgação, que faz a
assessoria de imprensa, que monta a
exposição, que atende
o público . Também é
muito importante o trabalho em parceria
com os arquitetos que planejam os espaços
incluindo a instalação
de obras de arte em praças, parques,
avenidas e edifícios.
Fone: (0xx31)
441-2447
http://www.ciclope.com.br/alvaro/visagens/jorge.htm.
O depoimento de Jorge Luiz dos Anjos
na TV é ilustrado com cenas do
vídeo sobre o artista, cedidas
pela produtora Ciclope, dirigido por
Álvaro Garcia.
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