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Com o objetivo
de abrir espaço para o debate e a divulgação das premissas e paradigmas
da educação profissional , a Fundação Vanzolini vem realizando, desde
1998, o Projeto E. As duas fases já difundidas pela Fundação Vanzolini
contaram com teleconferências exibidas via satélite e via TV a Cabo para
todo o território nacional. Estes programas reuniram, em entrevistas,
professores, empresários e profissionais de destaque em diversos segmentos.
Apresentaram também, em reportagens especiais, exemplos de iniciativas
de sucesso representativas dos novos paradigmas da formação e do ambiente
profissional. São experiências, pesquisas, tendências e opiniões que podem
ajudar os profissionais e futuros profissionais no planejamento da carreira,
na abertura de um negócio ou ainda na atualização profissional. A primeira
fase, chamada I Fórum Virtual de Educação para o Emprego e o Empreendedorismo,
conta com 13 programas, produzidos em 1998/1999, que abordam 3 eixos temáticos,
sendo que as informações geradas na programação, bem como indicações de
leituras e links sobre os temas, encontram-se detalhadas neste site. A
segunda fase, intitulada Aprendendo a Empreender em Grupos, constitui-se
de 4 teleconferências, produzidas ao final de 1999 e cujos conteúdos podem
também ser encontrados nesse site, e de um curso colaborativo on-line,
para elaboração de um Plano de Negócios em grupo, via Internet. Para saber
mais sobre os programas e professores e especialistas envolvidos nas duas
fases do Projeto E, clique abaixo, no programa correspondente: 1. A Nova Teoria da Firma: As teorias econômicas tradicionais entendem a firma como uma função de produção, ou seja, uma relação mecânica entre insumos e produtos, associados a uma determinada tecnologia. Desde a década de 30, este conceito foi revisto, possibilitando uma visão bem mais realista da empresa moderna. A firma é entendida pela Economia das Organizações como uma relação orgânica entre agentes, que se realiza através de contratos, sejam eles explícitos, como os contratos de trabalho, ou implícitos, como uma parceria informal. Novos Fatores Geradores de Riquezas: Vivemos o século 20, sob a liderança de uma idéia banalizadora da origem do valor que somava o conjunto dos conceitos desenvolvidos nos quatro séculos anteriores: os fatores geradores de riqueza eram terra, trabalho e capital. Hoje, tendo em vista a sociedade pós-industrial e a globalização da economia, é preciso repensá-los, de acordo com a complexidade cada vez maior que vem assumindo o desenvolvimento econômico, que tem uma característica dominante: intensivo em conhecimento, o que nos mostra que a geração e a apropriação do excedente tem a ver com um fator até então praticamente desconsiderado pelos economistas: educação. 2. Administração por Projetos: Os sistemas de produção "Grandes Projetos" sempre estiveram presentes na bibliografia, tanto quanto os outros sistemas de produção, oferecendo os métodos de planejamento e controle. A concorrência trouxe a necessidade de aumento de produtividade, com a conseqüente redução de custos e prazos, o que só se pode fazer com planejamento, programação e controle. Hoje não se pode admitir que um projeto seja implantado sem um planejamento, programação e controle e, além disso, é necessária a prática de um gerenciamento de todas as variáveis influentes no processo, tais como: custos, prazos, qualidade, assistência técnica, documentação, estatísticas. Riscos, Rentabilidade e Liquidez: Empresas das mais variadas idades, desde as centenárias às muito jovens vão à falência, encerram suas atividades. As razões são muitas. No entanto, empresas jovens fracassam em muito maior grau. O que as empresas mais maduras já aprenderam e que os novos empreendedores deveriam saber para ter mais garantias à sua sobrevivência? Supondo-se que todos os pré-requisitos estejam atendidos: a nova empresa possui bons produtos, suas instalações, equipamentos, o pessoal e todos os demais recursos foram adequadamente formados. Planos foram desenvolvidos demonstrando a viabilidade do negócio. Ainda assim existe grande chance de que este empreendimento não sobreviva. Como minimizar, então, o risco de descontinuidade destas empresas que aparentemente têm suas questões operacionais bem definidas? 3. Conceitos e Competências para Empreender: No Brasil, o movimento em favor do empreendedorismo é muito recente e as políticas para o seu desenvolvimento são inexistentes ou descontínuas. Portanto, o debate ainda é incipiente e voltado, principalmente, aos aspectos culturais. Ou seja, estamos "acordando" para o tema e nossa preocupação ainda é promover o "espírito empreendedor", em que o foco está em criar uma cultura empresarial empreendedora, alertando os potenciais empreendedores para a necessidade básica de formar competências. Além desses desafios não pequenos, colocados principalmente para o sistema educacional brasileiro, o movimento pelo empreendedorismo no país deve empenhar-se em avançar na formulação de políticas abrangentes e específicas que criem condições objetivas e significativas para o desenvolvimento de novos empreendimentos para que estes possam constituir-se em soluções para o desemprego estrutural e para a baixa capacidade de competitividade da economia brasileira frente à globalização dos mercados. Viabilidade Econômica: As mudanças permanentes da economia global, assim como a instabilidade dos meios econômicos locais, acabam tornando o caminho em busca da prosperidade de seus negócios um duro obstáculo para o novo empreendedor brasileiro. Nesse sentido, para se conhecer as perspectivas e a viabilidade econômica de uma idéia cuidadosamente gestada, o empreendedor precisa dominar algumas técnicas e ferramentas que podem deixar seu trabalho muito mais fácil. 4. Estruturas para a Ação Empreendedora: Para a sua empresa ter vida própria, ela precisa estar constituída formalmente de acordo com as leis do país. Precisa tornar-se uma pessoa jurídica, que, nos termos da lei, é a associação ou instituição formada para a realização de um fim e reconhecida pela ordem jurídica como sujeito de direito, dotada de capacidade de contrair obrigações na ordem civil. Agora, é decidir que tipo de empresa será. Capital aberto ou fechado? Cooperativa ou Empresa de Participação Comunitária? Pública ou Privada? Filantrópica ou Fundação? Ltda - Limitada, S/A - Sociedade Anônima, S/C - Sociedade Civil, S/C Ltda - Sociedade Civil Limitada, ME - Micro-Empresa? O que é melhor para o seu negócio? Bom, isso irá depender do ramo da empresa, do segmento, da finalidade, do número de funcionários, do capital e de uma série de outros elementos. Debate com empreendedores: Há quase quarenta anos, no auge do suposto milagre econômico brasileiro, quem sonharia em dedicar alguma atenção para as questões ambientais, gerando alternativas para o destino do lixo industrial? Em menos tempo ainda, nos anos setenta, quem seria o gênio de implantar, em território nacional, uma cadeia de lojas reconhecida internacionalmente, sinônimo de lucro garantido? E se fosse sugerido que jovens, ainda na universidade, desenvolvessem idéias e soluções para o competitivo mercado empresarial? Através da experiência de três empreendedores, recorte das diversas gerações do empreendedorismo nacional, conhecemos algumas destas idéias. Plano de Negócios - Muitos empreendimentos de sucesso não contaram com um Plano de Negócios, mas é certo que a falta dele pode explicar o insucesso de milhares de empresas que fracassam no dia-a-dia. Portanto, o Plano pode não garantir o sucesso de um negócio, mas ele é essencial para diminuir riscos, principalmente quando se trata de empresa jovem, que está iniciando agora. Por isso, a sua elaboração começa justamente por definir o negócio; depois, vem a análise de mercado e, finalmente, entra na organização, na estrutura da empresa e no planejamento financeiro.
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