|
Os 50 melhores investimentos
para o século 21
Diego Vietia
é expert em investimentos globais sendo que há
mais de 20 anos busca boas oportunidades de investimento
para os seus clientes e fundos de investimento que gerencia.
O livro é dedicado ao capital
produtivo de longo prazo, elegendo como promissoras 50 empresas
em várias partes do mundo e seus negócios
em 6 segmentos:
-
educação,
-
entretenimento,
-
meio ambiente,
-
segurança
pessoal,
-
biotecnologia,
-
telecomunicações.
Não se trata, portanto, de
um livro voltado para pequenos empreendedores (os que colocam
a "mão na massa" gerenciando o empreendimento)
e sim aos médios e grandes investidores que queiram
comprar rentáveis ações de empresas
produtivas, no entanto a leitura pode ser útil aos
empreendedores, na medida em que podem nele identificar
pistas para novos empreendimentos.
Lançado em 1997, nos Estados
Unidos, o livro, por um lado, pode parecer ultrapassado
porque afirma coisas óbvias demais para os dias de
hoje. O que apresenta-se como tendência, hoje pode
ser um paradigma. Muitas das empresas citadas como promissoras
já mudaram substancialmente sua gestão e propriedade
através dos processos de globalização
da economia: fusões, incorporações,
privatizações etc.
Por outro lado, nada há que
desqualifique as previsões e tendências apontadas
(nem mesmo a crise asiática). Em sua grande maioria,
as análises e tendências apontadas continuam
valendo, ou porque estão em franco processo de confirmação
ou porque ainda permanecem como tendências dominantes.
EDUCAÇÃO: o autor
destaca o software educacional - aliado ao entretenimento
- como o grande negócio beneficiado pela nova atitude
dos americanos (sociedade e governo) em valorizar a educação
e em promover a educação baseada em computadores.
Aqui o autor entende que os melhores
negócios não estão nas grandes, tipo
Microsot e Nintendo, e sim em pequenas empresas de software
- hoje já não tão pequenas e sim grandes
empresas de capital aberto - como:
-
a Broderbund
Software, criada em 1980 por dois irmãos, a qual
em 1996 tinha um rendimento de 186 milhões de
dólares;
-
Scholastic
Corporation, uma editora de livros, vídeos e
softwares para a educação infantil;
-
Harcourt
General, proprietária de redes de cinema e lojas
de departamento e de empresas produtoras de software
de educação e entretenimento;
-
Informatic
Holding, originária de Cingapura e beneficiada
pelo governo local e pelo crescimento da economia asiática
antes da avassaladora crise, a empresa cresceu globalmente
através de franquias de suas escolas de informática
e outros empreendimentos em educação.
INDÚSTRIA DE ENTRETERIMENTO:
são três elementos básicos da superestrada
da informação - conteúdo, distribuição
e computação.
A combinação de conteúdo
e distribuição - principalmente criação
e veiculação de programas de tv - representa
as melhores oportunidades do setor para a próxima
década. No entanto o autor alerta para as possibilidades
de fracassos, porque a demanda esperada pode não
se concretizar e a concorrência na oferta pode levar
a uma queda abrupta nos preços.
As empresas mais promissoras, segundo
Vietia, são:
-
a America
On Line - provedor de Internet;
-
a Microsot
- produção de conteúdos;
-
a Viacom
- produção de programação
infantil para a tv e distribuição, proprietária
de canais de tv, distribuidoras e locadoras de vídeo
etc.;
-
a News
Corporation - produção e distribuição
em tv e cinema;
-
a Television
Broadcast, de Hong Kong, - atuando em produção
e distribuição de programas de tv, principalmente
para países asiáticos;
-
a Berjaya
Leisure, da Malásia - com negócios em
vários segmentos, como hotelaria, cassinos, transporte
etc.;
-
a Sony
- produção de hardware para vídeo
e áudio, assim como na produção
de conteúdos para entretenimento, entre outros
segmentos;
-
a Village
Roadshow, australiana - distribuição e
produção de filmes, parques climáticos,
rádios FM e centros de lazer.
MEIO AMBIENTE: a valorização
do meio ambiente e as leis mais rígidas regulamentando
o uso do meio ambiente pela atividade econômica representam
uma faca de dois gumes: oportunidades para empresas de despoluição
e descontaminação ambiental e dificuldades
para a indústria poluidora que é sobrecarregada
com impostos, ameaças de extinção e
transferências de suas operações para
outros territórios que não o dos países
desenvolvidos.
O Programa de Restauração
Ambiental do Departamento de Defesa dos Estados Unidos despendeu,
em 1993, 2 bilhões de dólares na contratação
de empresas despoluidoras para recuperação
de áreas das bases militares americanas.
O segmento privado americano também
recebe muitas verbas e incentivos para operações
de descontaminação ambiental. As empresas
que mais tem sido beneficiadas nestas contratações
e, portanto, significando excelentes oportunidades de negócios
são as americanas, e outras empresas não americanas,
como:
-
OHM Corporation
- tecnologia e serviços de remoção
de resíduos, descontaminação de
resíduos com baixa radioatividade, vazamento
de óleo, tecnologias de reciclagem etc. - cujo
maior cliente é o governo norte americano. A
previsão é que a empresa lucre meio bilhão
de dólares por ano;
-
Puretec
- desenvolve e comercializa processos de reciclagem
de embalagens de plástico.
-
Waste Management
International - empresa européia que atua em
vários países no gerenciamento de resíduos
sólidos e perigosos, incluindo coleta, transporte,
armazenamento, tratamento, reciclagem e operação.
EMPRESAS DE SEGURANÇA: fabricantes
e distribuidoras de produtos como sistemas de alarmes, cadeados,
cofres, sensores, além de empresas que atuam na construção
de presídios e prestadoras de serviços em
treinamento, segurança pessoal, transporte em carros
blindados etc.
Os pesos pesados mais promissores
do setor são:
-
a Corrections
Corporations of America - construção de
presídios;
-
a Societé
Genérale de Surveillance, sediada em Genebra,
Suíça - atuando em fiscalização
internacional, análise e investigação
de operações de importação
e de exportação realizadas por grandes
conglomerados;
-
a Applied
International Holdings, de Hong Kong - fabricante de
alarmes para veículos e residências, além
de outros equipamentos eletrônicos para segurança
pessoal (telefone ativado por voz humana, localizador
de veículos etc.) e não eletrônicos
(travas para portas, tratamento antiinflamável
para tecidos etc.);
-
a ADT -
seu principal negócio é comercialização
de veículos através de leilões,
e o mais rentável é na área de
proteção com fornecimento de sistemas
eletrônicos de segurança.
BIOTECNOLOGIA E AGROBIOTECNOLOGIA:
fundamentais para a produção de alimentos
e remédios.
As empresas com tendências
mais lucrativas são:
-
a Calgene,
empresa californiana - muito conhecida pelo desenvolvimento
para a Campbell, por meio de engenharia genética,
do tomate "Flavr Savr" que se preserva mais
tempo e dispensa refrigeração. Também
desenvolve processos para produção de
algodão resistente a pragas e óleo de
canola com baixos teores de colesterol, assim como desenvolve
tecnologias de transformação de plastícios
de plantas para produção de matérias-primas
para a indústria farmacêutica;
-
a Novo
Nordisk, européia, - conhecida pela produção
de insulina, desde 1925, e pela produção
da penicilina, bem como dos antibióticos de segunda
geração, da heparina etc.;
-
a Microcide
Pharmaceutical - projetos de pesquisa para vencer a
resistência bacteriológica.
TELECOMUNICAÇÕES:
o autor chama a atenção para a China, tanto
pelo fato de ser um grande mercado consumidor, como pela
competitividade de sua produção com base em
baixíssimos salários.
A China, portanto, representa excelente
negócios para investidores e detentores de know how
no setor.
Além da Hong Kong Telecom,
são apontadas as seguintes empresas:
-
Cable Wireless,
britânica - prestação de serviços
de telecomunicações com forte atuação
no mercado asiático, além de grande distribuidora
de telefones celulares;
-
Telebrás
(aquela que era nossa) - considerada pelo autor como
um dos negócios mais atraentes devido ao tamanho
do mercado brasileiro para telefonia e baixíssimo
valor das suas ações (nove vezes menor
do que o valor da empresa considerados os seus lucros);
-
STET e
a Telecom Itália, italianas;
-
Indosat,
Indonésia - com atuação em mais
de 120 países, principalmente em serviços
internacionais de telecomunicações comutadas
e outros.
Além destes setores, o autor
indica mercados nacionais de economias emergentes e empresas
situadas em várias partes do mundo como excelentes
negócios para o mercado de ações.
Dedica também um capítulo
aos fundos mútuos como uma das maneiras mais práticas
de investir em tendências emergentes.
Cabe aos empreendedores, de pequeno
e médio porte, extrair das entrelinhas desta leitura
as dicas de negócios que possam florescer nas "bordas"
dos mais promissores, cujas "sobras" possam significar,
relativamente, promissores negócios para pequenos
capitais empreendedores
|